domingo, 26 de março de 2017

Sexo e higiene: Homens e mulheres preferem depilação completa da região genital feminina, diz USP

  depilação completa da região genital feminina, diz USP

Ao todo, 52.787 mulheres e 17.133 homens fizeram parte do levantamento. Para as mulheres, a higiene é o principal motivo para extração total dos pelos.


Uma ma pesquisa do Ambulatório de Estudos em Sexualidade Humana da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) concluiu que mulheres e homens brasileiros preferem a depilação completa da região genital feminina. O estudo feito pela psicóloga e especialista em sexualidade humana, Maria Luiza Sangiorgi, apontou também a ausência de sintomas clínicos vaginais após a extração dos pelos pubianos. Segundo a especialista, a pesquisa, inédita no país, deverá abrir portas para que novos e mais complexos estudos sobre o tema sejam feitos. Ela destaca que ela é importante na prática clínica para o aconselhamento de hábitos e cuidados com a genitália ao oferecer informações para que as mulheres decidam a maneira mais saudável de cuidar do órgão genital. Veja abaixo orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para fazer uma depilação com segurança.

Homens e mulheres preferem a depilação genital completa feminina, aponta pesquisa (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


Dados obtidos por questionário 

A pesquisa teve como objetivo compreender a preferência de homens e mulheres em relação ao tipo de depilação, e identificar se a extração dos pelos estava relacionada a algum tipo de sintoma clínico. Por meio de um questionário disponibilizado no blog do Ambulatório, os participantes responderam a perguntas em comum como “Qual tipo de depilação você prefere?” e “Por que motivo prefere dessa forma?”. Às mulheres, também foram feitas perguntas sobre surgimento de sintomas clínicos genitais após a depilação. O estudo contou com a participação de 52.787 mulheres e de 17.133 homens, com idade acima de 18 anos e de todas as regiões do país. Segundo a pesquisadora, 64,3% das mulheres e 62,2% dos homens declararam preferir a área genital feminina completamente depilada. No entanto, a justificativa para a escolha se mostrou diferente, já que para as mulheres, a higiene é o principal motivo de se verem livres dos pelos, enquanto que para os homens, a questão é a beleza, que segundo a pesquisadora está ligado à atração.

A remoção total dos pelos da genitália feminina é mais preferida por mulheres e homens com maior frequência sexual, assim como por mulheres que estão mais satisfeitas com a aparência de seus órgãos genitais e sentem desejo sexual com mais frequência. “Em todas as faixas etárias que observamos, a preferência maior foi por depilação completa entre os homens e as mulheres, com a exceção das mulheres maiores de 45 anos. A gente fez um estudo piloto e já tínhamos visto que entre os homens havia uma preferência maior pela depilação completa, mas pelas mulheres nem tanto. Os homens não surpreenderam, mas as mulheres sim, porque a porcentagem foi muito parecida”, explica Maria Luiza. A média de idade entre os homens que responderam o questionário é de 31,9 anos, enquanto a das mulheres é de 28,5 anos. De acordo com a pesquisadora, o estudo revelou que quanto mais alta a faixa etária, menor a preferência pela depilação completa e maior o gosto pela extração parcial dos pelos. “Talvez, essas mulheres mais velhas sejam menos influenciadas por essa tendência recente, e mais influenciadas por uma tendência anterior, tanto é que ainda ouvimos falar do estilo 'Claudia Ohana', que é como ela saiu na Playboy há muitos anos. Até mesmo em ‘Game of Thrones’, há um episódio em que a rainha Cersei é atacada pelas ruas e o que mais chamou a atenção nos comentários na internet foi a presença de pelos pubianos e não a violência contra ela em si”, afirma. O que Maria Luiza chama de tendência diz respeito a observações de pesquisas feitas em outros países e que mostram cenários similares ao brasileiro. Ela diz que os levantamentos apresentam uma preferência cada vez maior pela retirada total de pelos da região pubiana. “Foi feita até uma pesquisa muito interessante, em 2011, com fotos da revista Playboy. Acompanharam as fotos de 1953 até 2008 e viram que os pelos foram diminuindo com o passar do tempo. Um estudo nos EUA mostrou também uma preferência maior pela depilação completa”.

Pesquisa deverá ser utilizada para comparar dados com estudos feitos pelo mundo (Foto: Maria Luiza Sangiorgi/Arquivo pessoal)


A depilação parcial foi escolhida por 31,89% das mulheres participantes e 31,38% dos homens. Já 2,65% das mulheres afirmaram ainda que preferem não realizar nenhum tipo de depilação, opinião também repassada por 4,26% dos homens. Com relação a extensão dos sintomas clínicos, o questionário perguntou às mulheres se havia algum tipo de desconforto como coceira na vulva ou corrimento vaginal notado pelas adeptas da depilação após a extração dos pelos. De acordo com a pesquisadora, 34,95% das participantes relataram a ausência de sintomas, 16,84% afirmaram sentir vermelhidão e outros 12,96% relataram a ocorrência de pelos encravados. “A gente não observou que a ausência de pelos influencie na aparição de sintomas. Talvez a técnica usada, os aparelhos sem higienizar influenciem, mas não constatamos que a ausência de pelos faça mal”, diz.

Pornografia influente 

Apesar de não ter questionado os participantes sobre pornografia, Maria Luiza explica que os dados obtidos na pesquisa mostram que existe uma nítida influência desse tipo de conteúdo sobre a preferência de homens e mulheres. “Vimos outras pesquisas que levam em consideração a questão da pornografia como uma das vias que estejam incentivando essas preferências pela mulher ‘Barbie Doll’. É uma preferência bem norte-americana, bem a cara dos Estados Unidos, mas nós importamos muita cultura norte-americana”, diz. Ela explica que o modelo chamado ‘Barbie Doll’ é caracterizado por mulheres geralmente jovens e com corpos magros, mas com curvas. Outra caraterística determinante é a ausência de pelos pubianos, notada quase sempre em filmes de conteúdo erótico. “Muitos homens têm contato sexual inicial com a pornografia e a pornografia segue essa tendência de valorizar a ‘Barbie Doll’, a mulher com genitália sem pelos até para tornar a relação sexual mais explicita, já que, com pelos, ela é menos explícita”, explica.

Maria Luiza é psicóloga, especialista em sexualidade humana (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)


Especialista orienta

O médico Adriano Loyola, assessor do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta para o surgimento de manchas, encravamento e até foliculite, que é a inflamação da raiz do pelo, após a depilação. Ele lista uma série de orientações com diferentes métodos de extração. -Lâmina É mais indicada para quem tem poucos pelos. É a forma mais prática e rápida de depilação, mas os pelos estão de volta em poucos dias. A depilação com lâmina é também a maior causadora de pelos encravados, irritações e manchas em áreas como virilha e axilas. -Cremes Agem superficialmente e dissolvem o pelo. Os fabricantes pedem uma prova para verificar se a pele aceita a química e, ao aplicá-los, deve-se seguir a risca as instruções do fabricante para evitar irritações e dermatites. -Aparelho depilatório Permite a remoção dos pelos desde a raiz e é indicado para a região das pernas. É um método prático e barato, porém pode provocar os famosos pelos encravados. Costuma ser dolorido. -Cera quente Enfraquece os pelos, que ficam mais finos. É indicada para áreas pequenas como buço, virilha e axila, pois o comprimento dos pelos não precisa estar longo para a depilação. As ceras agridem a pele no momento da extração do pelo, o que contribui para encravá-los. Isso associado à ausência de hidratação e ao uso de roupas justas pode levar a foliculite (inflamação da raiz do pelo), além de causar queimaduras se temperatura estiver errada. Nunca deve ser reutilizada, pois há riscos de se contrair infecções bacterianas e fúngicas. Em muitos casos, a cera também resseca, aumentando assim os riscos de alergia e infecções. -Cera fria A vantagem está justamente em ser um produto descartável. É indicada para qualquer parte do corpo, porém como sua aderência aos pelos é menor, eles devem estar longos no dia da depilação. O uso constante de cera pode levar ao escurecimento da área, por causa da agressão constante causada a epiderme. A cera quente causa vasodilatação, propiciando também uma pigmentação da área. -Laser Para quem quer se livrar para sempre do incômodo de arrancar os pelos, a alternativa é a depilação definitiva a laser. O método é menos invasivo e diminui o volume dos pelos, pois age diretamente na raiz. É seguro por não usar agulhas e menos doloroso. O princípio de destruição do pelo é através da luz captada pela melanina no bulbo. Também pode provocar queimaduras e manchas se não for utilizado corretamente e é contraindicado para gestantes. Por LG Rodrigues, G1 Ribeirão e Franca

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vendendo prazer! Os profissionais do mercado de sexo que vendem acesso às suas vidas privadas pelas redes sociais

As mídias sociais são o mercado mais recente onde sexo é comprado e vendido
Foto: iStock / BBCBrasil.com

Como qualquer profissional do mercado erótico, Cortana Blue vende intimidade. A diferença é que ela faz isso por meio das mídias sociais. Desde a abertura de sua conta privada no Snapchat, no ano passado, mais de mil pessoas compraram uma assinatura permanente para ter acesso ao canal. Com isso, seus fãs podem vê-la nua regularmente, além de passar a ter acesso à vida privada de Blue. "Você pode bater papo comigo quando quiser", diz a moça. As redes sociais são o mais novo mercado de compra e venda de sexo - real e virtual. Mas a nova geração de profissionais do setor está descobrindo que seus admiradores se interessam tanto por seus corpos como por suas compras diárias, piadas sem graça e bichos de estimação. Para pesquisadores, esse novo tipo de comércio é interessante porque reflete uma tendência mais ampla de como as mídias sociais estão mudando nossas relações. "Se você olhar de perto o que está ocorrendo na indústria do sexo, isso diz muito sobre o que se passa com nossas relações no mundo lá fora", afirma Teela Sanders, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Para além do ramo do sexo, as mídias sociais estão deixando menos nítidas as diferenças entre aqueles com quem temos ou não uma relação "real". Celebridades como Kim Kardashian e Taylor Swift possuem exércitos de seguidores devotos que devoram cada atualização delas no Instagram. Mas aplicativos como o Snapchat, que incentivam a troca de mensagens pessoais, podem dar um tom mais pessoal - e até recíproco - a algumas relações.


Mudanças de conceitos

A internet mudou o conceito de profissional do sexo, afirma Sanders, que estuda essa indústria há mais de 15 anos. Trabalhar com sexo já significou trocar sexo por dinheiro, mas hoje há vários níveis de interação sexual - do contato físico à interação por meio de uma tela. E isso estimula o engajamento de pessoas que talvez nunca tivessem considerado entrar nessa indústria. "Você tem profissionais que se dedicam à prostituição tradicional e complementam a renda com shows na webcam ou sexo por telefone", diz Sanders. "Há ainda quem faça tudo isso, e pessoas que não se envolvem em contato direto." Os shows eróticos via webcam surgiram logo no começo da internet. As "camgirls", como as garotas que fazem as performances são conhecidas, se tornaram até subcelebridades (também há homens no ramo, mas em número menor). As apresentações ao vivo de "cybersexo" se popularizaram no final dos anos 1990, sobretudo pelo imediatismo da experiência na comparação com a pornografia pré-gravada, mas também porque havia uma interação básica entre performer e expectador. Sanders lembra ainda que o número de pessoas buscando profissionais do sexo aumentou porque interagir por meio de uma tela é mais fácil psicologicamente do que o contato pessoal. "As pessoas podem dizer que não estão fazendo nada de errado e não se sentir culpadas por estarem estragando seus relacionamentos", diz. Nos últimos anos, a indústria do sexo foi atrás de seus clientes nas redes sociais. Um dos aplicativos mais populares para isso é o Snapchat, um serviço de mensagens instantâneas onde se pode compartilhar temporariamente fotos e vídeo antes que desapareçam em um curto intervalo de tempo.

O Snapchat afirma ter mais de 150 milhões de usuários ativos por dia
Foto: Kristoffer Tripplaar/Alamy Stock Photo / BBCBrasil.com


Snap, a empresa que controla o Snapchat, trabalha em uma oferta inicial de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 25 bilhões (cerca de R$ 77 bilhões). Números exatos são difíceis de estimar, mas o Snapchat diz ter mais de 150 milhões de usuários ativos na plataforma todo dia, e a firma de análise de mercado Nielsen afirma que 41% da população de 18 a 34 anos nos Estados Unidos usa o aplicativo regularmente. Uma pesquisa da Verto Analytics estimou que 51% dos usuários do app no Reino Unido tenham menos de 35 anos.

Novos modelos Momoka 

Koizumi é uma entre os 150 milhões de usuários fiéis. Vivendo nos EUA, ela se tornou uma camgirl quando começou a universidade. Naquela época, se desdobrava entre leituras e o trabalho em uma livraria da faculdade. "Eu costumava gostar porque envolvia livros, mas odiava trabalhar no comércio e ter que responder a um chefe. Era algo que tomava meu tempo, era cansativo e pouco recompensador." O noivo de Koizumi sugeriu que ela começasse uma carreira como modelo de webcam. "Funcionou porque finalmente posso organizar minha própria agenda e estou sendo tratada como mereço", afirma ela. Ela logo percebeu que o sucesso demandaria uma boa capacidade de marketing - e presença nas mídias sociais. "Pesquisei dezenas de perfis e descobri que algumas das camgirls mais famosas tinham contas no Snapchat", diz. Modelos de webcam vendem acesso a contas privadas no Snapchat, onde publicam uma mistura de conteúdo sexual e não sexual. Cerca de 10% da renda mensal de Koizumi vem hoje de fãs que compram assinaturas para sua conta no aplicativo. Uma das principais razões que fizeram Koizumi se sentir confortável nessa indústria foi a proteção de uma tela de computador ou celular nas interações. Recentemente, ela comentou no Twitter sobre sua timidez em usar saia curta em publico. "Eu ficava abaixando a saia toda hora", ela escreveu, "mas posso ficar nua na frente de cem pessoas". Do mesmo modo como muitos que procuram prostitutas querem tanto companhia como sexo, pessoas que assinam uma conta no Snapchat buscam mais do que gratificação sexual. O aplicativo proporciona um contato íntimo e permanente com suas camgirls favoritas.

Redes proporcionam contato íntimo e permanente aos fãs de profissionais do sexo
Foto: Yiu Yu Hoi / BBCBrasil.com


"Apesar de ser uma interação comercial via tecnologia, há intimidade", afirma a pesquisadora Sanders. Koziumi vende acesso permanente à sua conta no Snapchat por US$ 45 (cerca de R$ 140), que podem ser pagos com vales-presente da Amazon. Ela faz questão de postar ao menos dez coisas diferentes por dia - cerca de metade do material tem conteúdo explícito. "O Snapchat é onde meus fãs conseguem me conhecer melhor", afirma. A jovem conversa com fãs quando transmite ao vivo pela webcam, mas em muitos casos está apenas sentada no quarto. As redes sociais permitem que ela divulgue "iscas" com fragmentos de seu cotidiano. "No meu Snapchat é possível me ver na faculdade, ou apenas fazendo nada em casa", diz ela. "Também mostro meus gatos, que são uma parte importante da minha vida."

Realidade ou performance? Grant Blank, pesquisador do Oxford Internet Institute, concorda que o Snapchat provavelmente ofereça uma conexão mais pessoal do que os shows tradicionais de webcam, em razão de sua natureza "24 horas ligada". Mas diz que a questão não é tão simples. Há dois pontos de vista, afirma. Por um lado, você pode ficar tão à vontade ao ponto de esquecer que está transmitindo a pessoas que não estão fisicamente ali. Mas também é possível argumentar que os profissionais estão sempre atentos à audiência e nunca revelam sua identidade real, apenas variam a performance de acordo com o público. "Toda mídia social tem uma curadoria envolvida", afirma Blank. "Você está prestando atenção no que está ali, e não apenas publicando qualquer coisa." As camgirls no Snapchat estão apenas oferecendo uma versão mais explícita do show que todos nós oferecemos nessas plataformas. E manter esse show vivo é trabalho duro, diz Koizumi. Com as transmissões que ela faz via webcam, sobram dois dias livres por semana. Mas atualizar suas redes sociais é um trabalho permanente, sete dias por semana - até quando está doente. "Desde que abri minha conta no Snapchat acho que não fiquei nem um dia sem publicar algo", afirma. Cortana Blue também dedica muitas horas ao trabalho. "Passo boa parte do dia no Snapchat", diz. "Se não estou postando fotos e vídeos, estou respondendo mensagens, o que pode tomar bastante tempo."

O Snapchat é o canal de mídia social mais lucrativa para Blue, de 24 anos. Mas ela também vende acesso à conta dela no Kik, outro aplicativo de mensagens instantâneas, e até a seu número de telefone. "Eu realmente gosto de mostrar aos fãs que no fundo sou apenas uma pessoa normal que faz coisas normais", afirma. "Não sou apenas uma mulher qualquer que fica nua por dinheiro." E o trabalho parece compensar. "Sinto que a maioria paga apenas para me ver nua", diz Blue. "Mas eles voltam depois de um tempo e dizem: 'Uau, não acredito como você é real'."

Movimentando a economia

O sucesso desses profissionais do sexo nas mídias sociais atraiu intermediários. Empresas estão surgindo para atuar como corretoras e gerenciar pessoas que querem oferecer acesso às suas contas no Snapchat. Uma dessas firmas, a SeeSnaps, sediada no Reino Unido e registrada em julho de 2016, fechou contratos com 40 modelos que vendem acesso às suas contas por meio do site. O SeeSnaps fica com 20% de todas as assinaturas - vendidas em pacotes mensais e que com preços entre US$ 19,99 (cerca de R$ 62) e US$ 37 (R$ 115). Outros sites oferecem serviços parecidos.

Alguns afirmam que estamos sempre atentos às audiências e nunca nos revelamos de verdade nas redes - assumimos diferentes personalidades dependendo do interlocutor
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com


Mas comercializar acesso a contas no Snapchat sem autorização por escrito do Snapchat é, tecnicamente, uma violação dos termos de uso do aplicativo. Publicar conteúdo pornográfico também. Ou seja: se considerarmos a fama do Snapchat como um aplicativo de "sexting" (troca de mensagens com conteúdo sexual), provavelmente muitos dos 150 milhões de usuários do app estão infringindo as normas de uso. A BBC questionou a Snap sobre seu posicionamento sobre a venda de acesso a contas do aplicativo. Um porta-voz não comentou, mas forneceu links para normas do aplicativo que preveem a exclusão de contas por violação de termos de uso. A conta de Blue no Snapchat já foi denunciada e deletada duas vezes desde a abertura, em janeiro de 2015. "Eu refiz minha conta nas duas vezes", afirma ela. E de fato, alguns profissionais do sexo procurados pela reportagem se recusaram a falar sobre o emprego do aplicativo por temerem serem excluídos da plataforma. Mas essas pessoas sempre atuaram à margem da legalidade - e muitos podem dizer que interações virtuais deveriam ser mais estimuladas do que coibidas, por oferecerem uma maneira segura para profissionais do ramo fazerem dinheiro. Afinal, não há nada de novo em manter relações íntimas online. O pesquisador Daniel Miller, da University College de Londres, que estuda o impacto das webcams nas relações humanas, acredita que as interações em video pela internet podem ser tão íntimas quanto o contato pessoal - ou até mais. "É plenamente possível que o Snapchat proporcione uma forma de intimidade que outros métodos não ofereçam", diz ele. Para a performer Blue, esse sentimento de intimidade é de mão dupla. "Eu gosto de ter uma conexão particular com um fã que ninguém consegue ter ou ver", afirma. Ela gosta de saber como eles são, suas preferências e hobbies. "Curto de verdade que meus seguidores saibam que estou ali se quiserem conversar sobre o dia, me ver enviar memes engraçados ou trocar ideias sobre games e gatos." BBC BRASIL.com

domingo, 19 de março de 2017

Sexo e prazer: Pesquisa revela “trio de ouro” para o orgasmo feminino



Homens e mulheres gays afirmam ter orgasmos com mais frequência que mulheres heterossexuais


No início dos anos 2000, a personagem Monica Geller, da série Friends, bem que tentou ensinar a fórmula para satisfazer uma mulher na cama em sete tópicos. Mas agora um time de cientistas americanos simplificou a tese interpretada por ela e sugerem que a combinação ideal para fazer sua parceria atingir o orgasmo seja a seguinte, anote aí: estimulação genital, sexo oral e beijos profundos. Parece mole, não é? Mas, se fosse tão simples, não existiriam tantas mulheres anorgásmicas.



Para chegar nesse mantra científico da satisfação sexual, os pesquisadores hospedaram um questionário no site da NBC e coletaram dados de mais de 52 mil indivíduos entre 18 e 65 anos. Além da grande quantidade de pessoas entrevistadas, o diferencial da pesquisa foi levar em consideração a orientação sexual dos participantes. Do total de entrevistados, 26 mil eram homens heterossexuais, 452 deles eram homens gays, 550 se identificaram como homens bissexuais, 340 mulheres como lésbicas e 24 mil como mulheres heterossexuais. O estudo foi publicado no periódico Archives of Sexual Behavior. Até então, a maioria das pesquisas sobre prazer sexual só se atinha a diferenças entre homens e mulheres sob uma perspectiva heteronormativa. Mas, os pesquisadores perceberam que esse é um tema que exige investigações mais aprofundadas entre os lençóis de diversas orientações sexuais. Debaixo dos panos ou por cima deles, o fato é que os homens foram maioria ao afirmar que “geralmente ou sempre” gozam quando transam: sendo 95% deles heterossexuais, 89% gays e 88% bissexuais. Entre as mulheres, as que mais chegam lá são as lésbicas, que relataram atingir o orgasmo em 86% das relações, seguidas das bissexuais em 66% das vezes e, na lanterna, as heterossexuais em 65% das transas.

(Tainá Ceccato)


Os cientistas acreditam que essa disparidade de orgasmos entre mulheres de orientações sexuais diferentes possa ser explicada pelo fato de que as mulheres sejam mais altruístas com o prazer do(a) parceiro(a). T(r)ocando em miúdos, elas dão mais importância para o orgasmo da pessoa com quem estão transando do que eles. Outro fator citado pelos pesquisadores é bastante óbvio, mas vale a pena ser ressaltado: mulheres entendem melhor as zonas erógenas do corpo da parceira do que um homem e sabem que o gozo feminino não está apenas associado ao sexo vaginal. E vale a pena ser ressaltado porque o óbvio nunca é tão ululante assim – 30% dos homens acham que a melhor forma de fazer uma mulher chegar lá é com penetração. Só que, na hora do vamos ver, isso não agradada tanto assim. De acordo com a pesquisa, apenas 35% das mulheres heterossexuais afirmaram gozar com sexo vaginal e 44% delas disse nunca ou raramente ter tido um orgasmo assim.



Em contrapartida, o que mais funciona para elas não inclui penetração. Para 80% das heterossexuais e 91% das lésbicas que responderam à pesquisa, o que realmente as faz subir pelas paredes é uma combinação de beijos profundos, estimulação vaginal e sexo oral. Ou seja, 30% dos entrevistados estavam fazendo isso errado. Trocadilhos à parte, é sabido que não existe certo e errado entre quatro paredes desde que haja respeito e diálogo com a pessoa com quem se está transando – um pouco (ou muita) imaginação também não faz mal a ninguém. Os próprios autores da pesquisa sugerem que essa “fórmula” possa aumentar a frequência e a qualidade das relações, principalmente entre as mulheres. Até porque, outros estudos já comprovaram que sexo traz inúmeros benefícios à saúde e que uma vida sexual satisfatória é a chave do sucesso de um relacionamento duradouro.

Fonte: Super Interessante

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